21 de maio de 2011

À luz de sombras

Matéria da Revista Superinteressante. Edição nº 201 - Junho de 2004 - Editora Abril

No princípio era o medo do escuro. Mas, ao olhar para o sombrio, a ciência viu que na falta de claridade escondem-se respostas para grandes mistérios
por João Paulo Gomes


Uma mancha negra gigantesca escureceu e apavorou Nova York. Era o ano de 1915 e acabara de ser erguido o primeiro arranha-céu da cidade, o Equitable Building, com 40 andares. A sombra projetada pelo prédio de 166 metros, na época o mais alto do mundo, engolia quatro quarteirões, escurecia edifícios que o cercavam e deixava sem luz até pequenas fazendas que ainda existiam na região. Os nova-iorquinos se enfureceram, temendo que a cidade fosse devorada pelas sombras caso os construtores de Manhattan decidissem seguir o modelo estabelecido pelo Equitable. O protesto dos moradores resultou numa lei que regulamentou a altura das construções. A partir de 1916, com o surgimento de um plano diretor, edifícios passaram a ser projetados com um recuo à medida que os andares ficavam mais altos, levando-se em consideração as sombras que eles não poderiam fazer nos vizinhos – daí a origem da arquitetura característica da cidade, visível em construções como o Empire State Building, que afina quanto mais alto fica.

O episódio da metrópole apavorada pela penumbra descreve bem a má reputação que as sombras carregam. De um eclipse lunar a uma silhueta se esgueirando sobre uma parede, as sombras sempre foram consideradas entidades estranhas, cercadas de mistério, superstição e medo. Na Guerra do Peloponeso, por exemplo, o general ateniense Nícios permitiu que suas tropas fossem capturadas pelos espartanos após se recusar a bater em retirada durante um eclipse lunar. Para os nativos da ilha de Wetar, na Indonésia, se a silhueta de uma pessoa levar um golpe, ela certamente ficará doente nos dias seguintes. Na China, faz-se de tudo para evitar que a sombra caia numa cova ou caixão aberto. Na África subsaariana, o povo Songhay acredita que a sombra pode ser atacada, roubada e até devorada em algum macabro ritual de bruxaria.

Mas o que exatamente são as sombras? Essa é uma pergunta que nos fazemos desde crianças, quando ainda não somos capazes de respondê-la. Um experimento realizado pelo psicólogo suíço Jean Piaget revelou que a maneira como as crianças percebem as sombras varia de acordo com a idade. A partir de 5 anos, tendem a achar que são feitas do mesmo material que a noite – a escuridão. Depois, entre os 6 e 8 anos, acreditam que sejam objetos materiais. Só mais tarde, a partir dos 9 anos, é que elas percebem que as sombras são fruto da relação entre objetos e a luz. Já é algo muito próximo do que entendemos quando nos tornamos adultos: sombras são áreas escuras onde a luz foi bloqueada. E, apesar do costume de utilizarmos esse conceito apenas quando vemos uma borda entre o claro e o escuro, essa definição pode ser facilmente aplicada à noite, uma enorme sombra que ocupa o céu por cerca de 12 horas do dia.

Bem assombrado

Com um currículo desses, repleto de histórias esquisitas, é fácil ficar com um pé atrás em relação às sombras. Mas, se olharmos mais de perto, talvez ahistória tenha sido um pouco injusta com elas. Voltemos a Nova York, agora durante a Segunda Guerra Mundial. A cidade que no início do século protestava contra a mancha negra agora tentava se esconder na escuridão. Em 1944, Manhattan precisou apagar suas lâmpadas, incluindo os famosos néons e luminosos da Times Square. É que as luzes do horizonte tinham um brilho tão forte que iluminavam os navios que saíam em direção à Inglaterra, deixando-os vulneráveis aos ataques dos submarinos alemães que espreitavam nos arredores da costa americana.

A verdade é que, longe dos holofotes, as sombras têm sido importantes aliadas do homem há milhares de anos. É o que afirma o pesquisador italiano Roberto Casati, um dos diretores do Centro Nacional de Pesquisa Científica, em Paris. Em seu livro A Descoberta da Sombra, Casati mostra como as sombras nos ajudaram a descobrir de que forma acontecem os eclipses, qual o tamanho da Terra e a distância entre os planetas. “O uso consciente das sombras é feito desde os tempos mais antigos, apesar de serem temidas e de muitos não saberem bem o que elas realmente são”, afirma. Em defesa de seu estranho objeto de estudo, ele lista mais de 30 avanços da matemática, astronomia, geografia e até da pintura possibilitados pelas sombras. “Umaciência como a astronomia não sobreviveria sem elas”, escreve.

Foi observando um eclipse lunar, por exemplo, que o filósofo grego Aristóteles chegou à conclusão, em cerca de 350 a.C., de que a Terra não poderia ser plana. Aristóteles argumentava que a sombra projetada na superfície da Lua durante os eclipses era sempre curvada e, por isso, o planeta deveria ter um formato esférico. Cerca de 100 anos mais tarde, Eratóstenes, um outro filósofo grego, descobriu que as sombras poderiam medir a circunferência da Terra. Ele observou que, durante o solstício de verão, o sol do meio-dia era refletido no fundo de um poço na cidade de Siene (atual Assuã, no sul do Egito). Eratóstenes vivia em Alexandria, a cerca de 780 quilômetros ao norte, onde trabalhava na famosa biblioteca da cidade, e sabia que lá um obelisco projetava uma pequena sombra no mesmo horário. Utilizando um instrumento conhecido como scaphe – uma espécie de relógio de sol no formato de uma tigela redonda –, o filósofo calculou que a sombra ali projetada cobria 2% da circunferência da tigela. Eratóstenes tinha conhecimento de que a Terra era esférica e concluiu, então, que a distância entre Siene e Alexandria correspondia a 2% da circunferência do planeta. Multiplicando os valores, o filósofo chegou a uma medida de 39 250 quilômetros. Incrivelmente preciso, o resultado ficou muito próximo da medida correta, estimada em 40 070 quilômetros. Nada mau para um cientista que viveu há mais de 2 mil anos.

Sombras do tempo

Além de dar ao homem a medida do espaço em que vivemos, as sombras também nos forneceram a chave para conhecer o tempo. Na Grécia e Roma antigas, era comum marcar um encontro baseado no comprimento da sombra de uma pessoa. Era algo do tipo: “Te vejo na porta do Coliseu quando nossas sombras chegarem aos 3 metros, pode ser?”. O combinado, é claro, muitas vezes dava errado, já que o comprimento varia de acordo com a altura de cada um. Um baixinho e um grandalhão dificilmente se encontrariam utilizando esse método. As sombras deles chegariam ao comprimento combinado em diferentes momentos do dia.

Os romanos, aliás, eram exímios guerreiros e hábeis saqueadores, mas marcar um cineminha com eles devia ser tarefa difícil. O historiador Plínio conta que o primeiro relógio solar público de Roma foi instalado em 264 a.C., trazido da Sicília como parte do saque liderado pelo cônsul Marcus Valerius Messala durante a Primeira Guerra Púnica. “As linhas do relógio não concordavam com as horas”, escreveu o historiador, “mas as pessoas continuaram a segui-las por 99 anos!”. Plínio descreve o episódio com certo espanto pois, ao contrário da maioria dos outros cidadãos romanos, ele sabia que os relógios solares eram projetados de acordo com a latitude de cada cidade e a sombra que produziam ao serem expostos ao sol. Roma fica ao norte da Sicília, em latitude diferente, e por isso o relógio marcava as horas erradas. Os romanos só saíram do atraso quando o censor Quintus Marcus Phillipus, em tempo, resolveu erguer um relógio solar adequado à posição de Roma no globo terrestre.

Já era mesmo hora de os romanos entenderem como medir as horas por meio das sombras. Em Roma o relógio solar podia ser novidade, mas entre os egípcios tratava-se de um velho conhecido. Desde por volta do ano 3000 a.C. eles utilizavam um sistema que consistia em uma haste vertical, paralela ao eixo da Terra, montada sobre uma base. Na Grécia antiga a técnica foi aperfeiçoada: a projeção atingia uma tigela graduada, que era dividida em partes iguais. A duração do dia era medida de acordo com a sombra projetada ali. O que parece um mecanismo simples é, na verdade, um esquema imenso que envolve o Sol e a Terra. “Se você abrir um relógio de pulso, vai encontrar engrenagens e bateria. Se você abrir um relógio solar, irá encontrar um planeta e sua estrela”, afirma Casati. Nesse tipo de relógio, as sombras são a ponta de um sistema que registra o movimento aparente do Sol no céu. “O relógio solar mostra a posição da sombra de uma haste fixada no centro. Mas essa posição varia não somente com a hora do dia, mas com a órbita da Terra em torno do Sol”, diz o professor Kepler de Oliveira, chefe do departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É daí também que surge a definição do que chamamos de sentido horário. No hemisfério norte, a sombra projetada pelo sol caminha marcando as horas da esquerda para a direita. Quando os relógios mecânicos foram inventados, no século 14, os fabricantes resolveram manter o sentido para evitar confusões.

No fim das contas, todas essas teorias e equações provam que as sombras não são tão perigosas e misteriosas quanto se pensava. Seguindo cada passo de filósofos e astrônomos ao longo dos séculos, elas acabaram se mostrando fiéis assistentes da ciência em suas tentativas de entender melhor o que acontece no Universo. Ao invés de esconder, elas se mostraram reveladoras, apontando o caminho para que descobríssemos as medidas do espaço e do tempo.

Para saber mais
Na livraria:
A Descoberta da Sombra - Roberto Casati, Companhia das Letras, 2001
Na internet:
www.shadowmill.com - Imagens e artigos sobre as sombras

18 de maio de 2011

SOMBRISTA - artista das sombras

Texto originariamente elaborado para a ABrIC – Associação Brasileira de Iluminação Cênica para encaminhamento ao Ministério do Trabalho e o SATED Nacional e apreciação para possível aprovação nas categorias profissionais de técnicos em iluminação.


SOMBRISTA
CATEGORIA PROFISSIONAL

Descrição sumária
São profissionais que pesquisam, criam, idealizam, projetam, constroem, montam, atuam, operam e elaboram cenas dramáticas através da utilização das luzes e sombras projetadas. Lidam com diferentes matérias-primas e tecnologias, exigindo conhecimentos e habilidades manuais para a criação de objetos cênicos e na elaboração de soluções técnicas para o seu funcionamento na cena. O resultado conceitual, criativo e técnico pode ter diferentes finalidades artísticas, suportes e públicos, podendo ter suas projeções de sombras e luzes aplicadas como linguagem expressiva e dramática no teatro, show musical, apresentação de dança, eventos corporativos, desfiles de moda, televisão, vídeo, cinema e outras vertentes audiovisuais e cênicas. É uma função de alta capacitação artística por estar relacionada com as mais diferentes áreas das artes, exigindo conhecimentos de artes cênicas, gráficas, plásticas, cinematográficas, fotográficas, e conhecimentos técnicos nas áreas da elétrica, ótica, cenografia, dentre outros aspectos de interesse artístico. Por sua complexidade conceitual e técnica, provoca pesquisas que permitem o diálogo com outras vertentes em diferentes formatos. A principal peculiaridade dessa função é o rigor técnico com relação aos conceitos aplicados à sua prática, exigindo a sensibilidade e o talento para atuar, operar luzes e editar imagens ao vivo, simultaneamente, durante a cena. Diferentemente de um iluminador teatral, o sombrista acumula além dos conhecimentos básicos da iluminação cênica as funções de técnico, ator, diretor, cenógrafo, coreógrafo, roteirista, cenotécnico e artista gráfico para utilizar ao máximo a sua potencialidade expressiva. No que se refere aos aparatos de iluminação, o sombrista tem a tarefa de pesquisar suas fontes luminosas, efeitos especiais e ferramentas, apropriando-se das tecnologias para desenvolver suas obras de arte. O sombrista precisa ter conhecimentos sobre a arquitetura cênica e a iluminação básica para dialogar com clareza e precisão na sua relação profissional com outros técnicos e artistas durante as pesquisas, produções, projetos, montagens, execuções ou criações coletivas.


Formação e experiência
O exercício pleno dessa função requer, preferencialmente, um ensino escolar qualificado e adequado às perspectivas de trabalho desejado. O ensino médio e variados cursos técnicos em diferentes áreas das artes, colaboram para o avanço nas pesquisas mais complexas, nos intercâmbios com outros artistas, como reforço e aprimoramento conceitual na formação autodidata. Esse tipo de formação pode ser casual, sistemática, formal ou informal, desde que a qualidade no desempenho dessa atividade passe pela experiência de participar, com desenvoltura, de pesquisas próprias ou de terceiros, buscando referências e descobertas no campo das tecnologias de iluminação, das linguagens e da capacidade de criação individual e coletiva. Em geral, as diferentes experiências com as criações e produções de espetáculos colaboram definitivamente para a formação dos sombristas, porém mais importante que o número de produções, é a intensidade com que esse artista se envolve. É o aprofundamento nos diferentes conhecimentos sobre o gênero que determinam a aptidão e a competência do sombrista em exercer plenamente o seu ofício no mercado da arte.




Condições gerais de exercício
No Brasil, de um modo geral, trabalham em atividades culturais, corporativas e de entretenimento, como solistas, em grupos ou companhias teatrais ou ainda em produtoras culturais. A remuneração é efetuada através de cachê, cotas, como sócio da produção ou por recebimento de pagamento espontâneo (como no caso do artista de rua, “que passa o chapéu”) ou ainda por meio de direito autoral sobre as suas obras. O trabalho de pesquisa é desenvolvido sozinho ou em pequenos grupos, de forma autodidata ou com assessorias específicas e as produções são em equipe, com autonomia criativa ou com a supervisão de outros artistas, nos mais diversos ambientes, em horários irregulares. Como é comum nas atividades ligadas ao entretenimento, o exercício requer disponibilidade para permanecer por longas horas nas montagens e na preparação de equipamentos, cenários e aparatos, a carregar cargas pesadas, bem como estar exposto aos efeitos de ruído intenso, ambientes com pouca luminosidade, grandes alturas e sujeitos a pressões por cumprimento de prazos. No gênero do teatro de animação ou formas animadas o sombrista é comparado ao ator bonequeiro, um marionetista ou ventríloquo, e geralmente é considerado um ator, neste caso, ator-manipulador, ou ainda ator-animador. Ainda não existe a formalização de uma categoria adequada na legislação trabalhista e no regimento do SATED que classifique o ator do teatro de formas animadas.


Texto criado para ampliar o entendimento técnico do profissional atuante no teatro de sombras na Cia Teatro Lumbra de Animação

Os diferentes níveis técnicos do sombrista

01-Sombrista Avançado ou Profissional
Desenvolve plenamente, de forma sistemática e polivalente todas as suas capacidades sensíveis, físicas, práticas e filosóficas com profundidade, método processual, interdisciplinaridade, estudo, pesquisa, intercâmbio, difusão e disciplina. Engloba todas as demais categorias abaixo em nível avançado. Possui interesse experimental e habilidades plenamente aptas a criar, dirigir, produzir, assessorar, ensinar e administrar espetáculos, obras e atividades formativas na arte das sombras de modo comercial ou filantrópico. Sua capacidade mais qualificada é o domínio da dramaturgia unida à capacidade criativa e técnica.

02-Sombrista Criativo
Exercita seus conceitos, experimentalismos e atividades genéricas sem um processo ou estilo definido. Pode estar associado ou não a outros artistas visando desenvolver suas habilidades artísticas para diferentes fins. Suas experiências podem indicar caminhos para pesquisas mais complexas e um nível profissional.

03-Sombrista Intérprete
Seu talento mais aprimorado é como ator que usa plenamente sua experiência corporal sensível em prol da cena dramática. Por falta de interesse, conhecimento ou habilidade, geralmente não se envolve nos demais processos ou tem pouca compreensão de detalhes importantes envolvidos na criação, produção e manutenção da obra em que atua. Dependendo de suas capacidades técnicas de atuação, experimentalismo e improvisação o ator de teatro de sombras é capaz de atuar, empiricamente como assessor direto do diretor, colaborando e criando soluções dramáticas, novas possibilidades experimentais e correções durante o processo dos ensaios.

04-Sombrista Técnico
É envolvido com um ou mais níveis no processo de criação e construção do espetáculo podendo se especializar em tarefas de desenho, cenotécnica, efeitos especiais, eletrotécnica dentre outras atividades de produção. Geralmente não possui habilidades para a interpretação. Dependendo da sensibilidade artística, pode realizar figuração ou contra-regragem durante uma cena ou espetáculo. Sua qualidade se aprimora quando participa de todos os processos de criação, pré-produção, produção e correções da obra.





05-Sombrista Intelectual
Dedica-se a pensar a teoria de estilos, processos, obras e a história da arte. Dentre suas colaborações e ações está a de apreciar obras e registros sobre o assunto, difundir e formar conceitos, refletir sobre práticas, fazer circular informações e colaborar no registro do histórico desse gênero. Pode ser autodidata ou acadêmico.

06-Sombrista Curioso
Seu interesse em descobrir como se faz é sua principal colaboração. Costuma consumir informações sobre o assunto e sua dedicação e entusiasmo pode levar a descobertas e resultados muito interessantes. Geralmente suas experiências não possuem muito investimento na continuidade e na profundidade dos resultados, caracterizado por um estilo, uma estética e uma dramaturgia amadora.



Qualidades e habilidades desejadas no sombrista profissional


·  Talento e originalidade criativa bem desenvolvidos;
·  Curiosidade e disponibilidade para o aprofundamento de temas de interesse particular, coletivo ou de terceiros;
·  Conhecimentos gerais sobre arte e literatura, estilos, tendências e referências conceituais;
·  Vivências e experiências com a estética da natureza, da criação e das obras artísticas;
·  Sensibilidade para apreciar, discutir, interpretar, questionar e criticar diferentes formas de arte, clássicas ou modernas;
·  Habilidades manuais e conhecimentos sobre o uso de ferramentas, materiais e tecnologias;
·  Conhecimentos técnicos e disponibilidade para estudar a teoria e desenvolver a prática no desenho, escultura, atuação, design, cinema, roteiro dramático, marcenaria, elétrica, física mecânica, cenotécnica, cenografia, segurança no trabalho, produção executiva, informática, música, pintura, poesia e outras atividades ligadas às artes, à administração e à gestão de negócios;
·  Traço desenvolvido para o desenho livre e arquitetônico;
·  Memória e concentração;
·  Clareza teórica e organização processual;
·  Raciocínio lógico e intuição;
·  Comunicação clara e domínio de termos técnicos;
·  Capacidades empreendedoras de marketing pessoal e organização;
·  Capacidade de ensinar;
·  Capacidade produtiva e de exteriorizar suas conquistas;
·  Aplicação hábil das diferentes qualidades de energia do corpo;
·  Compreensão mínima de biomecânica do corpo e aspectos preventivos de lesões corporais;
·  Conhecimentos mínimos de aspectos coreográficos (desenho do movimento) e coreológicos (lógica e ordenação do movimento).

Texto de Alexandre Fávero (Cia Teatro Lumbra e Clube da Sombra Produções) e colaboração de Paulo Balardim (Cia Caixa do Elefante e UDESC).